Monday, February 19, 2007

Solução


Todo mundo

O tempo todo

Nas idéias

E repetições

Não há variação


Apenas na loucura

Há uma solução

Esquecer as regras

E viver num mundo cão.

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Hai Kai


No fundo do mar
Será que há silêncio
Cianofícea preocupada

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Saturday, February 10, 2007

Guabiroba

Guabiroba, tão gostosa goiabinha,
Que presa no pé,
Me dá vontade de come-la.
Macia, gostosa, deliciosa.

Mas tão longe está.
Com pedrinhas procuro derruba-la
E depois de duas horas
Consigo pega-la

Abro a boca contente
Até eu enxergar
O bichinho da Guabiroba
Que já estava empanturrado.

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Wednesday, February 07, 2007

Fruta do mato


Saber crescer é renascer sem esquecer. É sentir os teus labios calados, os teus braços inquietos. Sua ânsia me trazendo calor. O sabor e a cor da fruta do mato, fruta do pé.
E como criança grande ao teu lado alvoreço calado.

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Tuesday, January 23, 2007

Palhaço

O palhaço cançado de tudo mudar
Decidiu mudar
“Homem sério, empresário de inseticida, ei de ficar“
Saiu de terno, pra cartomante confirmar

No carteado saiu: futuro empresário
Sua tez de homem novo brilhou
E com alegria nova a cuprimentou
Deixou uma porta atrás e foi em paz

Na esquina de um bar ouviu um sambão
Coisa alegre e colorida com cerveja e multidão
Olhou de esquiva pra não ter constipação
Foi sambar só um pouquinho, motivo de comemoração

Sambou, rodopiou, caiu e levantou
Todo mundo olhou
E com respeito ao TERNO, ninguém riu
Mas mal sabia o palhaço que nunca iria mudar

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Sunday, January 21, 2007

Bacilo

Na penumbra da noite
Uma borboleta cor de nuvem
Espalha um pecado bacilo
Que pelo quarto arejado
Repousa no homem cansado

Ao despertar uma hora depois
Sente seu olho latejado
E em seu olhar um louco
Que sorri pela primeira vez

Vai a porta de sua tia
Convencido ao crime e a ferida
Agarra-la atrás das cortinas
Que são leves de rendas bonitas

No carpete felpudo ele tráz
Sua vítima que não sabe o que faz
E pelo sim pelo não
Fazem do sexo motivo de consagração

Sexo azul verdejante
Um novo sabor estonteante
No carpete felpudo que dá cócegas
Só durou uma hora
Mas foi emocionante

Quase duas horas depois do ato consumado
Sentiu ele como uma dor puz infectante
As consequências de seu pecado
E lavou o rosto no banheiro arejado

Mais duas horas depois estava na sala
Na poltrona clareada
De um novo dia iluminado
Com sabor coral esperneante.

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